FAC yourself
Publicado por reinecken em Sem categoria em 21/09/2011
A E.T.C.A. está se preparando para os editais!
Estamos inscrevendo que dá e o que pode. O objetivo é deixar a escola auto-sustentável de fato ano que vem.
Se assim o for, sigamos. Se não, ¬¬
Outra coisa bacana, nesse ínterim foi a possibilidade aberta pelos @cincovlogueiros (canal do YT) que fará uma seleção para 2 novos integrantes. E eu propus ocupar uma vaga. Esperamos…
ABRAÇOS
Reinecken
Fim da Jornada – Diário de Bordo PROCURA-SE: Porto Velho/RO
Publicado por reinecken em Sem categoria em 26/07/2011
Em casa.
Já deitei, comi e deitei umas 3 vezes. Ainda sinto como se estivéssemos acabado de apresentar. Apresentação, que foi maravilhosa. Problemas com o som, com o microfone. Tivemos a ajuda do “CHINA” (Robson Toma) , do grupo Rosa dos Ventos. O que foi de grande valia. Imagino que a situação seria bem pior sem ele. Mas, a apresentação aconteceu com muito vigor e felicidade. Eu e Denis estávamos muito felizes de apresentar. Após a apresentação fomos ao hotel arrumar as malas e correr de volta ao complexo ferroviário, tentar ver as últimas da noite e socializar com as pessoas. Tivemos a oportunidade e conferir o finalzinho do grupo OIGALÊ, do Rio Grande do Sul. O que achei muito curioso é que eles fazem a “roda” para o público, jogando erva mate no chão. E isso, achei bastante original.
Felizes por fechar a noite e, eu fiquei muito feliz por ter conseguido gravar quase todos para o Vlog. Senti muita tristeza de não ter conseguido gravar a entrevista com o Leo Carnevale. Realmente foi uma pena a falta de tempo.
No aeroporto, aquele misto de felicidade e tristeza, com café caro!
Em Brasília para dormir e muito material para editar.
Obrigado Porto Velho!
Obrigado grupo Fiasco
Obrigado Imaginário
Obrigado Denis
Obrigado BR-SA
Obrigado Georgia
E a todos os que não foram citados, mas serão sempre lembrados!
Até e fim do Diário de Bordo – Procura-se destino Porto Velho
Acompanhem o VLOG. Pois, lá ainda serão postados videos sobre o evento #amazôniaEncena
Dia de Sábado o 6º – quase fim
Publicado por reinecken em Sem categoria em 24/07/2011
Hoje resolvi dormir mais pela manhã. Fiquei deitado enquanto o Denis socializava no café.
Passaram 16 carros de sons, com propagandas de lojas que vendem “Barato, barato mesmo! Só 4,99, por apenas 23,99…” 16 carros. Eu contei.
Estamos já com clima de final de festival. As pessoas mais amistosas e mais íntimas, umas das outras. E começa a dar aquela sensação de que deveríamos ter feito mais isso, ou mais aquilo, menos isso, ou aquilo mesmo! O fato é que do açaí, eu sentirei saudade.
A questão agora é finalizar as imagens para o VLOG e ensaiar, ensaiar e ensaiar… Amanhã será o grande dia. O momento pelo qual estamos aqui, nossa única oportunidade de nos divertirmos mostrando a todos, a que viemos e como somos. Eu experimento uma ansiedade nunca vista antes pó mim. Uma alegria e orgulho de estar aqui, de poder mostrar nossos palhaços aqui. Em um festival destinado e tão arduamente sobrevivido para, por e de arte de rua.
Fomos a pé, em ruas absurdamente quentes, buscar uma bomba para o pneu da nossa bicicleta. Achamos. Curiosidade é que não vi quase nenhuma igreja evangélica pela cidade. Apenas 3 até agora. Eu contei.
Almoçamos em outro lugar. Senti uma hostilidade estranha. Não sei se o valor repassado é insuficiente, ou o atendimento de Porto Velho – na área gastronômica (almoço e janta) – é ruim ou, se tenho o azar de ir somente à lugares… Realmente não acho interessante a idéia dos “tickets do almoço”. Fica a dica para a organização. Passo a pagar por minha comida. Depois de uma presepada entre perdas de vans, ônibus que iam ao rio, outros ao “QG” do Imaginário, e eu querendo o ar do hotel, finda o momento “tour”.
O fruto positivo disso é que conheci a sede do grupo Imaginário. Um lugar bem bacana e interessante. Ainda em construção. Mas, ficará bem bom de trabalhar a parte burocrática e administrativa da Arte. O Chicão me disse que têm intenção de fazerem imersões e seminários lá também… Quem sabe?
Ensaiamos no sol e na sombra. Foi muito bom. Algumas mudanças no espetáculo e aumentando o nervosismo para amanhã.
Nas apresentações tivemos LOCOMBIA de Rorâima (Boa vista), que fez um misto de mimo, palhaço e mágica.
O Grupo de Belém (Entreatos) nos brindou com um excelente jogo de gags antigas e coisas novas. Um grupo de 3 palhaços e 1 palhaça. Muito divertido e absoluto jogo com a platéia. Lindo!
E o grupo Rosa dos Ventos, novamente, nos emocionou em demasia. Que espetáculo! Uma manipulação de um cubo gigante, com os próprios corpos, uma brincadeira de palhaço de rua, um jogo maravilhoso e muito divertido. Ri como criança! Era uma montagem de um texto clássico da comédia, uma adaptação – muito inteligente – de “A Farsa do Advogado Pathelin” – um texto da literatura teatral medieval francesa. O espetáculo fez com que muitas pessoas ficassem até o fim da noite do festival, que terminou muito tarde. Atribuo isso a soma da receptividade do público de Porto Velho – ao teatro de rua – com um espetáculo de qualidade que não se encontra fácil.
Ah sim! Consegui a maioria das entrevistas que queria para o Vlog
Ah! Tirei uma foto da Bailarina. Como estava sempre dançando e não parava, a foto ficou estranha.
Fico muito feliz de ter tido a oportunidade de conhecer tantos grupos e pessoas tão bacanas.
Por fim, andamos de barco em um jantar, pelo Rio Madeira, para festejar o festival. Quando a música – pós-comida – começou a aumentar, voltamos para o hotel.
Fim de noite e tentando dormi para o grande dia de amanhã.

Bailarina da Praça

Rosa dos Ventos - Presidente Prudente/SP
Porto Velho, 6º dia – Chuva, cenário, REDE e Skype
Publicado por reinecken em Sem categoria em 23/07/2011
A inércia transforma a absoluta decisão de permanecer deitado no objeto com acúmulo de células dos últimos 6 dias com as mesmas fronhas e lençóis, em uma decisão de tomar o café em outro lugar, ou sequer tomá-lo. A pressa e a necessidade de buscarmos nosso cenário em um lugar chamado por muitos de rodoviária, e por outros de “buraco sujo e imundo”, faz com que as decisões passem a ser tomadas pelo contexto, e não por mim. Tomamos café.
O dia começa como um anúncio de que “estamos voltando”, para um eterno gerúndio. De que já estamos na reta final. Hoje é sexta-feira, e é dia de objetivos e finalizações. Tem sido muito interessante e às vezes bastante agradável até então. Nossas necessidades estéticas e artísticas estão – pouco a pouco – sendo supridas, nutridas ou reforçadas. A vontade de voltar e a saudade das pessoas mesclam-se com a vontade e necessidade de fundir-se com os outros artistas, e buscar – neles mesmos – forças e idéias de como seguir em uma carreira complexa, bonita e idiota. Muitas vezes nos vemos, aqui, pensando se somos do mundo, de uma alegria de estar vivo, se somos a comemoração da cerveja de cada dia. E, assim, notamos que não. Que estamos – ao menos eu me sinto assim – desovados, abortados. Mas, felizes.
Perspectivas sombrias e mal humoradas para 8 horas e 40 minutos da manhã. Deve ser o café, a cama, as fronhas ou os lençóis…
De volta da rodoviária, tudo bem com o cenário, e felizes por estarmos, agora, completos!
Voltamos para casa, depois de um bom almoço. Chamo casa, pois já são mais de 4 dias que estamos aqui. E, dormir no mesmo lugar acima de 4 dias “é casa”. Também pelo fato do chão do hotel ser muito parecido com o apartamento de Pelotas. E, lá, também fico mais de 4 dias!
Tentei mais algumas vezes agendar as gravações do vlog com o pessoal… Mas em festivais dessa natureza, sempre temos coisas a fazer. Não deu muito certo. Espero, amanhã, Sábado conseguir.
Tivemos um debate sobre a RBTR , RBTB (Rede Brasileira de Teatro de Rua e Teatro do Brasil). E também, discutimos sobre a Rede de Teatro da Floresta. E isso foi muito interessante. Ver como a articulação está se organizando e como temos bons representantes – politicamente organizados – para e pelo teatro de rua. Tive a oportunidade de falar e senti muita felicidade com isso. O debate culminou para que esse encontro fosse um encontro legítimo dos “articuladores” e representantes da REDE DE TEATRO DE RUA no Brasil. Uma vez que, estamos aqui, representando 11 estados do País. O debate foi transmitido on-line para a REDE e o Diego Batista, que entrevistarei sobre o “fora do eixo”, é que se responsabilizava pela aparelhagem. Me pareceu bem bacana, o formato, o debate e os temas abordados… Foi uma honra falar para a REDE.
Conhecemos o dono de uma “loja do Baú”! Uma espécie de “casas Bahia”. Esse senhor, nordestino, veio para Porto Velho e aqui se fixou. Faz instrumentos com materiais da floresta e muita poesia de cordel. Criou uns instrumentos bem interessantes. Há dias que nos convidavam para conhecê-lo… Mas, nunca achávamos tempo. Outros artistas do festival já o conheceram. Mas, algumas pessoas ainda não, como no nosso caso. Quando nos levaram, na entrada disseram: “E um pouco surreal”… E, então, entramos por uma porta – que já estava fechada para o público – fora do horário comercial – em uma loja de eletrodomésticos. Isso foi surreal. O senhor, muito simpático até fez café para nós. Nós riamos e ouvíamos todos os integrantes da empreitada a brincar e tentar tocar todos os brinquedos e instrumentos ao mesmo tempo. Porém, em ritmos e músicas diferentes… Uma fuzarca!
E, no momento das apresentações: Bom.
Feliz de ver 2 grupos se apresentarem. Porém, veio a chuva! E o grupo, que eu estava ansioso para ver, ficou para amanhã (Sáb.)
Na volta, comemos pizza. Pois, o restaurante que patrocina o evento é de um adventista e não trabalha aos Sábados. Sábado de adventista lê-se: sexta sem sol e Sáb. 12h. Muita conversa com a Bananinha (de Cuiabá) sobre Sartre, psico-drama e psicologia…
Em casa (fato), minha satisfação e agradecimento pelo skype e a conexão 3g do Denis. Matei uma 10ª milionésima parte da minha saudade! Te amo!
Por tópicos e muito cansaço de um grande dia, ficamos aqui… Muitas fotos e dores nas cadeiras.
Ah! E trocaram a roupa de cama. E isso foi lindo também.

Tiago Minhoz - Debatendo sobre a REDE DE TEATRO

Fuzarca!

Em rede com a REDE RBTR - RBT

Madeira e "chip digital"

Piso do Hotel em detalhe
Porto Velho – 5º Dia – o dia em que o som voltou
Publicado por reinecken em Sem categoria em 22/07/2011
Nada de muito novo. Apenas que o ensaio foi muito bom. Corremos dos “regadores programados”, que acabaram por molhar nossas coisas. Não entendi. Com tanta umidade e “bafo”, na praça próxima ao teatro de arena, o paisagismo é irrigado por sistema automático. E quase nos pegou de surpresa… O violão passa bem. Tive que deixá-lo em contato com o ar condicionado. Esse, tem nos tratado tão bem, que prestará um bom serviço a MICHAEL (meu violão).
Hoje, conversamos com a tudo da OFICINA de teatro. É o Marcelo Bones quem está ministrando. Muito importante e bacana participar de um evento com alguém assim, importante SABIDO. Tomamos um café juntos. Aliás, faltam cafeterias boas em Porto Velho! O Marcelo, minero que é, concordou com nossa empreitada e fomos a o único lugar perto do hotel que há essa possibilidade… Um café! Dois, no caso do Marcelo Bones.
Depois de nosso bate-papo com os alunos. Tive uma impressão muito positiva de nossa apresentação, e pude pensar o coletivo BR-SA por uma perspectiva externa. Falar de nós é nos conhecer melhor também. E me encho cada dia mais, de uma sensação agradável e amedrontadora acerca do vamos fazer e de como será!
Meu único medo é o som. Que tem cada dia mais prestado um mau serviço ao festival. Conversando com o Chicão (organizador e diretor do Imaginário – grupo de teatro que pensa e cria o Amazônia Encena) me alertou que a problemática vai além da tecnologia má gerenciada por um técnico preguiçoso. E sim, uma “treta” entre a prefeitura e o festival. Ah, o governo!!!
Eu até pensei que era alguém do SESC, ou um técnico treinado pelo SESC. Tamanha a incapacidade e preguiça que víamos o cara “trabalhar”. Mas, pode ser um pré-conceito de minha parte… Embora não. Em se tratando de comparativos com o SESC é um conceito mesmo.
Mas o fato é que temos nossas maneiras de fazê-lo. Com ou sem som. E, acredito que isso melhorará até Domingo.
Os grupos não foram muito diferentes do que já vimos. Muitos temas folclóricos e afins…
Temas recorrentes e bem trabalhados. Tudo muito divertido e executado com vontade.
No debate ou mesa redonda, além da castanha do Brasil, tivemos uma discussão muito interessante sobre Lei Rouanet e isenção fiscal… O lado positivo e negativo dos financiamentos pelo governo. Bem acalorada e esclarecedora. Acho muito interessante ver e participar desses debates. Mas, ainda continuo achando. O melhor seria se nós debatêssemos sobre estéticas, também. Pois assim, acho que fortalecemos e criamos produtos melhores. E teríamos mais “nível” e “força” para conversar com um governo cego e manco. Padrão!
Espetáculos, cenas para o vlog e quase nenhuma foto!
Ah sim! Tomamos café da manhã fora do hotel!

E o som foi...

"Mesa redonda"

Debate ao fundo
Porto Velho – fim do 4ª dia
Publicado por reinecken em Sem categoria em 21/07/2011
Da receptividade duvidosa do café (notei que todos os post começam com o café da manhã, por quê?), fomos ao quarto esquematizar nosso dia. Hoje foi um dia muito estressante e cansativo.
Muitas coisas positivas nos, ou me, deixaram mais animado que estava. O fato de matar a saudade de quem ficou, por uma ligação telefônica, resolver coisas burocráticas da E.TC.A. por mensagens, (e aqui fica meu muito obrigado ao Geraldo e Pedro), poder ter conversado com meu pai, um pouco. E tantas outras…
Hoje tivemos a oportunidade de participar da 1ª “mesa” redonda. Faltou a mesa mesmo. Mas sobraram idéias sobre o fazer e a política do fazer teatro e arte de rua. A população organizada, no Norte do País, está bem mais articulada que me parece da população organizada do DF. Não sei, tive a impressão que eles têm mais experiências concretizadas. Um discurso bem coeso e bastante aplicável. Mas, claro que com a lengalenga padrão do “Temos que nos unir…” “temos que tomar conta…”. Creio que, visão essa, normal ao “esquentamento” das falas. Algumas colocações foram bem apaixonadas. E pudemos ver a inserção das redes sociais e da mobilização virtual entrando de sola na organização da arte de rua. A exemplo do “circuito fora do eixo”. Muito interessante o esquema “compartilhar” que eles aplicaram e aplicam às idéias de produção cultural. Me pareceu uma ferramenta muito conveniente e propícia, em um mundo mais virtual que nunca. Muito em breve, penso em dialogar com a E.T.C.A. e esse “circuito”.
Debates de políticas públicas parecem ser o objetivo e fim de todas as falas… Interessante.
E me perguntava, a todo o instante: e o patrocínio “livre”, espontâneo? O que será que podemos criar ou fazer para que outros setores – que não apenas o governo – se interesse em estar associado à arte e ao fazer artístico de rua? Pensei em propor idéias de novas discussões, nesses encontros. Uma discussão estética, de gosto. Por qual motivo nossos produtos são ou não bons o bastante para buscar um patrocínio espontâneo?
Finda discussão. Nós, exaustos. Voltamos ao hotel e fomos para as apresentações noturnas.
Vimos os grupos: Entreatos Cia de Arte (Belém) e Vitória Régia (Manaus). A Cia de Belém apresentou um jogo clássico entre palhaços. Do que perde e do que ganha. A de Manaus, uma apresentação com bonecos gigantes sobre o folk-lore indígena, tão específico, que eu conhecia 10% do tema. E achei isso, muito interessante. O quão distante estou de uma cultura regional de meu próprio País.
No fim, o grupo do Acre, apresentou um espetáculo com ares de Commèdia dell´Art, com uma toada “tupiniquim”. Uma miscelânea estranha e com pouca comunicação com a platéia. Tanto que eu mesmo, não consegui acompanhar. Mas, com uma desenvoltura física muito invejada. Ao menos por mim.
De volta ao jantar e hotel. Vlog, textos, e-mails e mensagens…
Fora a minha queda em questões turísticas, tudo soou como um dia normal em Porto Velho/Rondônia

"no teu braço, mais de mês..."

Ilha de edição!
3º Dia – 1º ensaio – Ogroball e diversidades
Publicado por reinecken em Sem categoria em 20/07/2011
Fica cada vez mais tranqüila a adaptação… Só não ao calor!
Hoje tomamos café da manhã com um dos integrantes do Rosa dos Ventos. O Tiago Munhoz. Conversamos um pouco sobre políticas públicas e de como eles se organizam por lá (Pres. Prudente).
No almoço tivemos com o Chicão, um dos organizadores. Daí, a conversa sobre políticas públicas tornou-se tese. Muito bem defendida e absolutamente concordada! Impressionou-me a eloqüência e persistência de um bom trabalhador de teatro de rua. Impressionou do verbo eu já sabia que era assim…
O treino foi bem bom! Pela 1ª vez – desde que chegamos – pudemos ensaiar. Um ensaio tipo “coelinho”… Que durou quase o tempo do espetáculo todo. Ou, ao menos, o desgaste físico pareceu.
Acreditamos que a apresentação aqui será mais difícil, em termos físicos, devido ao calor e a lagoa em que o ar se transforma próximo do Rio Madeira.
Fizemos boas filmagens, bom ensaio e umas fotos turísticas.
Quanto aos espetáculos, hoje vimos o pessoal do “Aqueles Dois” – Cuiabá/MT. Um palhaço chamado PELOTA. Palhaço com quem nos divertimos muito no cortejo. O espetáculo falava de coisas ecológicas e brincadeiras diversas, da contação de estórias do Folk-Lore. Acho que a Fernanda Pacini, Maysa e Cia gostariam desse.
Nossa surpresa foi com os meninos do EURECA, de Macapá/AP. No cortejo tivemos uma impressão “estranha” da manifestação clownesca dos moços. E hoje, eles nos mostraram palhaços absolutamente seguros e divertidos. Hoje tivemos bons exemplos de palhaços.
O tosco da noite foi um moço, vestido de “nordestino” clichê, contando piadas de “nordestino clichê”, para animar o público, em um entre-ato clichê… Foi a nossa dose de “vergonha alheia” diária. Péssimo!
Para limpar nossas idéias disso, lembramos dos encontrados de hoje. 2 figuras impactantes: Um mendigo, que nos reconheceu do cortejo, nos agradeceu e fez questão de nos abraçar calorosamente. Nessas horas usamos a hashtag #pararaiodemaluco. E a “Bailarina da praça”… ou algo assim… Que, até agora não compreendi o porquê do nome. O fato é que ela é uma índia, bem índia mesmo. Está sempre fantasiada de alguma coisa. Fantasiada mesmo. Tipo heroína da DC Comics…
Hoje, foi assim: muitos tópicos, pouca relação entre eles e uma estranha sensação de que tudo ficará bem, somada à preguiça de escrever mais.
Importante é que fomos convidados para conversar em um bate-papo, sobre nosso “fazer artístico”. E isso foi um tanto quanto honroso.
Importante, também, foi fechar o dia vendo os guris do Rosa dos Ventos jogando o Ogroball. Algo como hand ball para “ogros”… Típico grupo que se deseja ter hospedado no mesmo hotel que você.
Algumas imagens gravadas para o vlog
E, as fotos:

Denis no turismo

Rio madeira (panorama fake)

Ensaio

Montagem de luz

Ogroball

¬¬

Coco nenê
2º Dia – Amazônia ENCENA na Rua
Publicado por reinecken em Sem categoria em 19/07/2011
Porto Velho, 3ª Feira – 19/07/2011
- Após uma breve e ladeirada busca por café, uma correa e umas cordas para o violão, podemos conferir uma das especialidades daqui: Açaí com creme. Bem diferente e muito saboroso. O café estava realmente muito estranho. Creio que seja o pó mesmo. Algo parecido com o café que tomamos em Ezeiza (Argentina). Aliás, muita coisa me lembra a Argentina. Não que o evento seja algo semelhante. Na verdade, somos uns 60 artistas, locais e nacionais, espalhados pela cidade, e – imagino que – a maioria no mesmo hotel. Aqui são 3 apresentações por noite.
Na convención de payasos, somos como 2000 e temos mais de 5 apresentações por dia, e algo como 4 oficinas por dia e para todos.
Mas, o importante é que realmente a organização tem feito um trabalho bem interessante. Muitas vezes sentimos um apoio real, e ao mesmo tempo, experimentamos uma liberdade.
Hoje fizemos o cortejo de abertura. Foram quase 6 horas de palhaço na rua. Algo muito, muito estafante e prazeroso. Achei a receptividade do público de Porto Velha bem bonita. A quantidade de pessoas que tiravam ou pediam para nos fotografar era enorme. Acho que deve ter uma porção de pessoas com retratos com palhaços por ai!
O ponto interessante é que na abertura – pós-cortejo pela rua – os organizadores chamaram os representantes da cidade e os patrocinadores do evento para discursarem, e abrirem oficialmente o festival: “Amazônia ENCENA na Rua”. Que está na 4ª edição.
Porém, o que o público pode conferir foi uma enfadonha falação sobre políticas públicas e de como somos – nós artistas de espetáculos de rua – desassistidos, quanto às verbas públicas efetivas.
É sabido que os governantes têm pouco interesse em elaborar políticas efetivas às artes de rua. Porém, não me parece que o público – que estava sentado, na rua, das 19h às 23h – em um calor de 39 graus, deva se interessar ou precise saber da desvalorização da arte. Na verdade, o que me pareceria mais politizado, seria mostrar os belos resultados – ainda que pouco assistido – de espetáculos elaborados com o suor e o ardor de bravos artistas, que sobrevivem com verbas escassas. O que poderia ser politização torna-se – quando muito – politicagem.
Outro ponto interessante foi ver a população em absoluta familiarização com histórias e contos do folk-lore local, em espetáculos produzidos por agentes de Rondônia. Uma cultura viva e – a mim – estranha e lindamente apresentada. Em outra oportunidade, vimos o grupo de circo e teatro “Rosa dos Ventos”. Bonito domínio do “tempo do público” e com piadas e gags divertidas e adultas.
Não me parece bom ou apropriado escrever uma crítica analítica dos espetáculos que virão. Na verdade, um festival serve para – acima de tudo – festejar a arte… Então que venha!
Andamos, por horas, de palhaços, carregando uma câmera de filmadora, uma máquina fotográfica e bolsos cheios de cacarecos. O saldo do dia foi: a constatação que uma equipe de apoio faz falta, que não servimos como fotógrafo de nós mesmos, e que eu poderia ter deixado a filmadora no hotel…
Algumas imagens, arrumadas pós um colossal jantar com janta!
Gravo mais umas cenas para o vlog
Finda a bateria.
Reinecken

Vista do público

No quarto para sair

Boi Precioso

nossos aposentos